Por que eu acreditaria em Deus?

Considerando tudo o que está escrito nos livros religiosos, como a Bíblia, o Alcorão e a Torá e em qualquer outro não citado, eu sou ateu pela mesma razão que sou ateu quando leio os mitos gregos: Eles foram escritos por pessoas, há muito tempo, que sabiam muito menos sobre o mundo do que nós sabemos hoje. Por exemplo, o relâmpago não é causado por Zeus lançando-os quando está com raiva, e não, os fósseis, as montanhas e os cânions não foram criados por uma grande enchente há 6000 anos, eles foram criados por um monte de outras coisas que aconteceram nos últimos cinco bilhões de anos, coisas que agora entendemos. Logo, quando se trata de vários deuses descritos nas religiões do mundo, sim, eu sou tão ateu quanto pode-se ser. Claro, com esses deuses, a questão não é “Por que não acredita em Deus?”, e sim “Por que iria acreditar em Deus?”

Isso definido, podemos partir pra outro ponto de vista, “Existe uma força superior ou ser superior ou um grande criador?”, neste caso, eu sou completamente agnóstico, Hoje nós nem sequer sabemos se estamos sozinhos no universo, até onde sabemos existe a possibilidade de existirem trilhões de civilizações superinteligentes lá fora, com capacidades que não conseguimos entender mesmo que tentassem nos explicar. Você conseguiria explicar as capacidades de um ser humano para uma galinha?, então poderia algum deles terem criado a Terra dentro de um laboratório? Claro, por que não?

Outra possibilidade é que uma destas civilizações mais avançadas criem simulações e, se assim for, isso não significaria que elas poderiam criar trilhões sobre trilhões delas? Logo, estatisticamente, isso não significaria que existiriam mais civilizações simuladas do que civilizações reais? Isso não significaria que é muito mais provável que nós pertencemos a uma simulação do que ao universo “real”?

Nós nem sabemos o que nosso universo é. Pode ser apenas uma das centenas ou milhões dentre um número infinito de universos, ou também pode ser o único que existe. Ele poderia ser um bipe de energia flutuando em um dos quarks dentro de um dos átomos que compõe a unha de um elefante bebê vermelho, verde e azul, banhando-se em um pântano de geleia roxa de cinco dimensões onde ele entra e sai da existência como a percebemos em um nanosegundo da vida, pois cada segundo em seu mundo equivale a 1010925 anos para nós. Isso pode ser realmente o que está acontecendo. É tão provável como qualquer outra coisa que você pode vir a pensar.

Portanto, é absurdo declarar qualquer coisa sobre a origem da vida, a existência de um ou mais seres superiores, ou o que é nosso lugar em toda a criação além de “eu não sei”, e quando qualquer outro ser humano, seja em 2017 ou no século I a.C., declara que conhece qualquer coisa relacionado a “Deus”, incluindo ainda um monte de detalhes, especialmente de ações que devem ser tomadas ou regras que devem ser obedecidas, eu imediatamente digo “Não”.

Vale ressaltar que hoje eu sei o que sei por causa das diversas informações que tenho acesso1, e claro que se novas informações se apresentarem para mim, isso poderia mudar completamente o que eu acredito. Mas, mesmo que alguma coisa milagrosa ou sobrenatural aconteça, como uma mulher levitando na calçada quando estava passando, ou uma voz do além me pedindo para matar meu irmão ou até se de repente fui levitado para cima, através das nuvens por uma noite, voltando na minha cama no dia seguinte como se nada tivesse acontecido, eu provavelmente pensaria antes que era o trabalho de um ser biológico ou uma Inteligência Artificial de outra parte do universo, ou até mesmo que estava em uma simulação e os seres que a controlam erraram em algum momento do que eu tomaria o que eu vi como evidência de que qualquer uma das religiões é verdadeira.